Transplante Osseo na Real

Um diario sobre o tema

Arquivo para rio de janeiro

Doce ilusão…

Para que serve uma cadeira de rodas com motor, que custa uma bagatela de dez mil reais, quando o motor para de funcionar?

Essa tornou-se a primeira resposta que uma companhia aérea me obrigou a buscar, e vivenciar. Tudo porque decidi viajar por TRÊS DIAS para espairecer, na Cidade Mravilhosa, deixando para trás a Capital Federal e tudo que vem com ela, após essa fratura de fêmur…

Na bagagem, encontrei descaso dos funcionários e da própria companhia, que me ofereceu “o acordo de deixar a cadeira no dia seguinte, para possível ajuste, sem aluguel de cadeira motorizada similar”. Risos. O que você faria de quebrasse a perna num acidente aéreo e a empresa ignorasse o machucado?

A cadeira de rodas: minhas pernas são. Como ficar horas sem ela e sem me locomover? Nao podia trocar por uma outra cadeira pois o pedal da cadeira é especial, já que não dobro os joelhos em razão dos parafusos e da placa, muito grandes para alguém magro e pequeno como eu. Mas ainda bem que apesar do descaso e frustração, das “férias”, o Rio de Janeiro continua lindo….Uma cidade pra lá de MARAVILHOSA…

PONTOS POSITIVOS VERSUS NEGATIVOS
O taxi especial na cidade maravilhosa é tão maravilhoso quanto a bela vista! O preço iguala-se ao taxi convencional, apesar do carro adaptado, como na capital federal. Mas, no DF,o preço é único e tarifado por trecho, não via taxímetro. O que acaba por sair caríssimo e inviável para quem, como eu, mora na Capital Federal.

Outra grande surpresa, e boa, alias, excelente, é a propagação da cultura para as pessoas com deficiência. Lá, na MARAVILHOSA, se paga meia entrada no teatro. E há acesso físico na maioria dos teatros. Equipe de recepção super bem treinada e ficamos confortáveis. O problema: Alguns taxistas são grosseiros e fecham a rampa dos teatros, especialmente em shoppings, impedindo o acesso e causando outros transtornos.

Os elevadores também ficam lotados, e, inclusive, tive atriz global impedindo a minha entrada no elevador, lotado, no teatro da Gávea… Detalhe: essa atriz riu, mas nao cedeu lugar no elevador… E interpretou uma cadeirante na novela dos pecados…. Triste realidade a que meu filho Sergio vivenciara…

Calendário:
05 – Dia Nacional da Saúde (nascimento de Oswaldo Cruz)
05 – Dia da Farmácia
08 – Dia Nacional de Combate ao Colesterol
10 – Dia da Enfermeira
12 – Dia Nacional e Internacional da Juventude
27 – Dia do Psicólogo (Lei 4.119/64)
29 – Dia Nacional de Combate ao Fumo (Lei 7488/1986)
30 – Dia Nacional de Conscientização sobre a Esclerose Múltipla (Lei 11303/2006)
31 – Dia do Nutricionista (Lei 8234/91)

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A seguir…

Caros leitores,

Havia prometido em meu Twitter postar neste blog um texto sobre o descaso (e/ou o despreparo) das companhias aéreas em lidar com pessoas com deficiência. Isto porque, ao tentar embarcar com minha cadeira a motor, a companhia aérea desconectou os cabos do motor e, ao reconectá-los depois do voo, não é que o pessoal QUEBROU a minha cadeira?!!?

Agora estou no Rio de Janeiro, querendo aproveitar minhas férias, recém operada, com fraturas, com uma placa de 20 cm no meu joelho e SEM CADEIRA DE RODAS!

É mole?!

Para colocar mais tempero no meu feijão, estou com muita dor. Por isso, peço desculpas por não cumprir com o prometido e renovo minha promessa de postar, em breve,

… as cenas dos próximos capítulos. 

Ano novo, cirurgia nova

Neste domingo, 29 de maio, completei mais um ano de vida. E que vida!, com a graça de Deus!

Peço desculpas pelo longo período sem postar no Reumatoguia.com.br – Cantinho da Lalá – e aqui, no transplanteosseo.wordpress.com, mas sexta-feira, 20 de maio, passei por um dos dias mais dolorosos das pessoas que vivem com artrite idiopática juvenil: sofri uma queda, no trabalho, e acabei por fraturar o fêmur (Vejam o raiox da cirurgia ao lado e abaixo, na galeria de imagens). Sexta-feira fui atendida pelo SAMU que, aliás, merece todo o nosso parabéns. São ágeis, acalmam a gente e aliviam a dor de início. Aí o passo foi seguir pro hospital referência em traumatoortopedia. Detesto morar longe do polo de medicina onde me trato, pois precisei começar do zero a minha história. “Fratura, internação, cirurgia”, definiu em três palavras o meu destino o residente 01 que me atendeu. Só então percebi a gravidade da situação. Até então, acreditava que conseguiria seguir para o Rio de Janeiro. Nesse ponto de atendimento do SUS me deparei com a triste realidade: brasileiros que, pelo simples fato de não terem INFORMAÇÃO, são tratados como seres inanimados. O lamentável é que nos acostumamos a isto, pois apesar da frieza, tecnicamente esses residentes de SUS são altamente capacitados e deixam o paciente “curado”. O que nos faz engolir em seco e tocar o bonde. Deixando pra trás a triste realidade da desinformação.

Vi, na maca ao lado da minha e ainda na emergência, uma senhora fazendo exame de corpo de delito pois sofrera abuso sexual do marido e tinha deficiência mental. Outra mãe no desespero pois a filha fora atacada por um cão.

Por fim, após consultar a equipe que cuida de mim, optei por me operar em Brasília, dada a fratura ser um pouco grande. Todavia, num hospital particular, buscando conforto e atendimento pelo médico indicado pelos meu médicos.

Operei domingo e desde quinta estou em casa, com a graça de Deus.

Descobri que havia fraturado o fêmur em micropedaços diversas vezes e, daí, mais uma peculiaridade da artrite… Lesões minúsculas que não aparecem no raiox.
A única coisa que posso dizer é que continuo a amar a vida, a cada dia mais e mais. Quero adotar meu filhote, ou filhota – Vitória. E mostrar a ele/a o quanto vale a pena lutar pela vida.

Vejam fotos da cirugia e, abaixo, matéria da Folha de São Paulo alertando sobre ATQ – artroplastia total de quadril.

Em breve, edição 3 do Diário de Um Transplante Ósseo – na real, dois; o fêmur desaba na Capital Federal.

MATÉRIA DA FOLHA

EUA alertam para falta de segurança de prótese de quadril

Implante de metal solta partículas no corpo que podem causar alergias,
destruição óssea e até problemas renais

Agência americana pediu estudos aos fabricantes; no Brasil, Anvisa vai
acompanhar histórico de pacientes evolução dos pacientes

IARA BIDERMAN
DE SÃO PAULO

A segurança das próteses metálicas de quadril está sendo questionada por
instituições como a Associação Britânica de Ortopedia e a FDA, agência que
regula os produtos de saúde dos EUA.
Estudos indicam que essas próteses soltam uma quantidade de resíduos
metálicos potencialmente perigosa para a saúde.
“As minúsculas partículas soltas pelo desgaste do material podem causar
efeitos locais e sistêmicos [que afetam o corpo todo]”, diz o ortopedista
Luiz Marcelino Gomes, presidente da Sociedade Brasileira de Quadril.
Como efeitos locais, segundo o médico, os resíduos de cromo e cobalto
(material das próteses) podem provocar uma reação alérgica nos tecidos ao
redor do implante, causando dores, falsos tumores (sem células cancerosas) e
até destruição óssea.
Os efeitos generalizados estão relacionados à toxicidade dos metais. “Eles
podem afetar a função renal em pessoas predispostas, por exemplo”, diz
Gomes.
O risco de câncer associado a esses materiais está sendo discutido, mas
ainda não foi comprovado.
Segundo o ortopedista Emerson Honda, do hospital Oswaldo Cruz, em São Paulo,
os níveis de metal no sangue das pessoas que usam essas próteses são 20
vezes mais altos do que os considerados normais.
Outros tipos de prótese, feitas com polieteno (material plástico) ou
cerâmica, levam uma capa de metal. Elas também soltam resíduos, mas em
concentrações menores.

CONTROLE
Nos Estados Unidos, a FDA pediu para que todos os fabricantes de próteses
metálicas de quadril apresentem mais estudos sobre a segurança do implante
ao longo do tempo.
Aqui, o acompanhamento das próteses e o monitoramento da sua qualidade devem
começar a ser feitos agora, segundo a Anvisa.
Em parceria com a Sociedade Brasileira de Quadril, a agência iniciou o
registro nacional de artoplastia [cirurgia do quadril], para seguir a
evolução dos pacientes.
No Brasil, são colocadas por ano cerca de 30 mil próteses, de todos os
materiais, contra 250 mil nos EUA.
Os tipos mais usados são os implantes com polieteno, que têm a desvantagem
de durarem menos tempo, e os de cerâmica, que duram mais, mas podem quebrar.
“Não existe prótese que seja o substituto ideal do osso”, afirma o
ortopedista Moisés Cohen, presidente da Isakos (Sociedade Internacional de
Artroscopia, Cirurgia do Joelho e Medicina Esportiva Ortopédica).
Para Cohen, os implantes feitos totalmente de metal podem ser uma opção para
os mais jovens. “Essas prótesestêm uma estabilidade que permite a prática de
atividades de maior impacto.”
O problema é que, quanto mais mais jovem o paciente, mais tempo as
substâncias tóxicas circulam em seu organismo. “Ainda não sabemos quais são
as consequências a longo prazo que os resíduos metálicos podem causar”, diz
Honda.
Na avaliação do ortopedista Lafayette Lage, especializado em próteses de
quadril para atletas, o problema não está no material, mas sim na técnica
cirúrgica. “Se a prótese é colocada com inclinação errada, vai ter liberação
de metais. Por erro de colocação, esse material está sendo crucificado.”

Rio inaugura primeiro banco de olhos público no Estado

Fonte: www.saude.rj.gov.br

Primeiro Banco de Olhos público do Estado é inaugurado em Volta Redonda

O Estado passa a contar, a partir desta quarta-feira (05.05), com seu primeiro Banco de Olhos público. Localizado em Volta Redonda, principal cidade da Região do Médio Paraíba, a unidade está instalada no Hospital Municipal São João Batista (HSJB) e terá gestão compartilhada entre a Secretaria de Estado de Saúde e Defesa Civil (Sesdec) e a prefeitura. Nos três primeiros meses, estima-se que sejam disponibilizadas 90 córneas para transplantes. Junto com o Banco de Olhos do Instituto Nacional de Traumatologia e Ortopedia (Into), que deve ser inaugurado este ano, a unidade de Volta Redonda vai contribuir para zerar a fila estadual de córneas, que atualmente tem 3.334 pacientes.

– O governo estadual pretende transformar Volta Redonda em um importante polo de transplantes. Além do Banco de Olhos, investiremos em setores de transplantes de rim e fígado no Hospital São João Batista. Os recursos serão repassados fundo a fundo, o que garantirá agilidade ao projeto -, anunciou o secretário de Estado de Saúde e Defesa Civil, Sérgio Côrtes.

Além da área de transplantes, Côrtes tornou pública a decisão do governador Sérgio Cabral de investir na construção de um Hospital Geral no município, que já dispõe de uma Unidade de Pronto-Atendimento 24 Horas (UPA) desde o ano passado.

Foram investidos pelo município R$429 mil em obras e aquisição de equipamentos para o Banco de Olhos. Com uma área de 92m², a unidade dispõe de tecnologia de ponta para recepção, avaliação, processamento e armazenamento de tecido ocular. Os profissionais do município foram treinados pelo Banco de Olhos de Joinville, Santa Catarina, referência para todo o país.

– Em Volta Redonda, nós acreditamos no Sistema Único de Saúde (SUS). Investimos na criação de uma Policlínica, um Banco de Sangue, um Banco de Leite, e agora o Banco de Olhos no HSJB. A população de Volta Redonda, e também a população do Estado, merece uma saúde de primeira. Acredito que esse banco tem potencial para ser o melhor do país – enfatizou o prefeito Antonio Francisco Neto. 

A expectativa é que o banco colha 30 córneas por mês durante os três primeiros meses de funcionamento e que, depois desse período, haja um crescimento de 10% a cada mês. O Banco funcionará, diariamente, das 7h às 19h, com equipes de sobreaviso nos feriados e finais de semana.

PET – No dia 26 de abril, a Sesdec lançou o Programa Estadual de Transplantes (PET) com o objetivo de aumentar o número de transplantes de órgãos e tecidos no Estado do Rio de Janeiro.  Dentre as estratégias do Programa, estão a inclusão de cinco hospitais privados para realização de transplantes pelo SUS, a remuneração, por parte do Estado, para procedimentos de captação e implante de órgãos, a transferência da Central de Notificação, Captação e Distribuição de Órgãos (CNCDO) do Iaserj para uma nova sede, junto à Coordenação Geral de Defesa Civil, na Leopoldina.

– Também serão lançados novos canais de comunicação, como o serviço telefônico, pelo número 155, que tem previsão para entrar em funcionamento no mês que vem e o site do PET, que entra no ar na próxima semana. Através deles, a população poderá tirar dúvidas sobre doações de órgãos -, explicou o coordenador da Central Estadual de Transplantes, Eduardo Rocha.

Cariocas passam a contar com programa de transplantes

Fonte: www.saude.rj.gov.br

A Secretaria de Estado de Saúde e Defesa Civil (Sesdec) lançou nesta segunda-feira o Programa Estadual de Transplantes (PET), que prevê a adoção de uma série de medidas que têm como objetivo aumentar o número de transplantes de órgãos no Rio de Janeiro. A inclusão de cinco hospitais privados na rede transplantadora do Sistema Único de Saúde (SUS), a instituição de uma remuneração suplementar para profissionais que realizem procedimentos de captação e implante de órgãos e o lançamento de novos canais de comunicação são algumas das estratégias adotadas pelo novo programa para que o Rio de Janeiro salte, em 2010, de uma média de 4,4 doadores por milhão de habitantes para a marca de 10 doadores por milhão.

– Em três anos e três meses de gestão nós enfrentamos uma série de desafios na saúde pública do Estado. Todos sabem o quanto avançamos e o lançamento desse programa mostra que vamos avançar ainda mais. Este é um governo de entregas, de medidas que dão dignidade ao cidadão. Eu não tenho dúvida que um governo que lançou as Unidades de Pronto-Atendimento 24 Horas (UPAs) e melhorou a rede de imagem e de exames laboratoriais do Estado têm força para mudar o cenário dos transplantes -, disse o governador Sérgio Cabral.

Um dos destaques do PET é a inclusão de parceiros privados no sistema público. A partir de hoje, a rede de hospitais transplantadores do SUS passa a contar com a parceria de cinco hospitais particulares credenciados pelo Sistema Nacional de Transplantes (SNT). São eles: o Quinta D´Or, o Barra D´Or, o Hospital Adventista Silvestre, o Hospital de Clínicas de Niterói (HCN) e o São Vicente de Paula.

– Nós temos um lema que é o seguinte: não importa qual é o parceiro, nós medimos a qualidade da parceria através da satisfação das necessidades da população. Por razões de ordem histórica, o Rio de Janeiro tinha, até hoje, um racha. Hospitais públicos atendiam usuários públicos, enquanto que as unidades particulares beneficiavam somente aqueles que podiam pagar pelo serviço. São Paulo já mostrou que a inclusão de hospitais filantrópicos na rede dá ótimos resultados. Não queremos reinventar a roda. Isso é o que estamos fazendo aqui -, afirmou o secretário de Estado de Saúde e Defesa Civil, Sérgio Côrtes.

As filas de espera por fígado e rins são as que apresentam maior número de pessoas esperando, por isso a entrada dos hospitais parceiros vai ajudar a reforçar a estrutura de suporte a essa área. O Hospital Quinta D´Or irá realizar transplantes de rins e fígado, enquanto que o HCN e o São Vicente de Paula oferecerão somente rins. Já o Adventista Silvestre, que realiza transplantes de coração e córnea, passará a oferecer, além desses dois, transplantes de rim e fígado. O Barra D´Or fará transplantes de coração.

– As medidas têm o apoio do Ministério da Saúde. O desenvolvimento do Rio de Janeiro é fundamental para o fortalecimento da política nacional de transplantes de órgãos e tecidos -, disse a coordenadora do SNT e representante do MS, Rosana Nothen.

Aumento de doações – Outra medida prevista pelo PET é a remuneração, por parte do Estado, dos procedimentos de captação e implante de órgãos. Hoje, no Rio de Janeiro, os servidores públicos recebem a mesma remuneração, independentemente do número de procedimentos que realizem. Para incentivar e valorizar esses profissionais, a Sesdec pagará um valor igual ao pago pela União por cada procedimento realizado, dobrando o montante recebido.

– O objetivo do incentivo financeiro é estimular o profissional a realizar mais procedimentos. Com isso, damos mais um passo em direção à nossa meta, que é ampliar o total de transplantes realizado no Estado – comentou o coordenador da Central de Transplantes, Eduardo Rocha, que ressaltou ainda que a Central colocou em prática uma estratégia para aumentar o número de doadores.

Trata-se da implementação das Comissões Intra-Hospitalares de Doação de Órgãos e Tecidos para Transplantes (Cihdotts), criadas pela Espanha, país que mais realiza transplantes no mundo. Formadas por médicos, enfermeiros, assistentes sociais e psicólogos, essas equipes têm a missão de percorrerem diariamente unidades críticas dos hospitais onde estão alocadas, identificando potenciais doadores de órgãos e tecidos. O estado conta, desde o dia 15 de março, com quatro Cihdotts modelo nos quatro principais centros de trauma da rede estadual hospitalar: Getúlio Vargas, Adão Pereira Nunes, Azevedo Lima e Alberto Torres.

– Antes, as comissões trabalhavam na Central de Transplantes e agora ficam nos hospitais, onde estão em contato direto com os médicos que cuidam dos possíveis doadores e os familiares destes pacientes. Os resultados já surgiram. Se antes da implantação a média era de uma doação a cada sete dias, hoje temos um cenário onde é realizada uma doação a cada três dias -, explicou Eduardo Rocha.

Outras medidas – Durante o lançamento do programa, foi apresentado o projeto da nova sede da Central de Transplantes, que será transferida do Iaserj, na Praça da Cruz Vermelha, para a Leopoldina, junto à Coordenação Geral de Defesa Civil. As obras de construção da unidade, que tem estrutura idêntica a das UPAs, começaram hoje e devem ser concluídas em dois meses. Além de funcionar como centro administrativo, no projeto está reservado um espaço para que órgãos captados sejam armazenados enquanto a busca pelo receptor é realizada.

Na área de transplantes de córneas, a inauguração de dois bancos de olhos prometem mudar o cenário do Rio de Janeiro, que hoje é o penúltimo no ranking nacional. Os bancos funcionarão no Instituto Nacional de Traumatologia e Ortopedia (Into) e no Hospital Municipal São João Batista, em Volta Redonda, este último com inauguração prevista para 4 de maio.

Finalmente, está em fase de licitação o projeto executivo de criação de um hospital estadual especializado em transplantes de rim e fígado. A unidade funcionará em Niterói, no prédio do antigo Hospital Santa Mônica.

Novos canais de comunicação – Outra novidade que deve contribuir para aumentar o número de doações é o funcionamento, a partir da próxima semana, do Disque-Transplantes, através do número 155. O novo telefone, de fácil memorização, permitirá que a população tire dúvidas e os profissionais da saúde façam as notificações de casos de morte encefálica mais facilmente. Hoje, o número da Central de Transplantes é o 0800 2857557.

Em breve, a Central de Transplantes contará também com um site próprio www.transplante.rj.gov.br que também pode ser acessado pelo www.transplante.rj.com.br e deve entrar no ar na primeira semana de maio. Além disso, foram confeccionadas cartilhas que serão distribuídas para a população em hospitais estaduais, também com o objetivo de tirar dúvidas sobre o assunto.

Doação de ossos: Into já recebeu mais de 7 doações neste ano

A expectativa da criadora da campanha informativa sobre doação de ossos é alcançar mais de 15 doações neste ano

  

            O Instituto Nacional de Traumatologia e Ortopedia (Into), com sede no Rio de Janeiro, já recebeu, até julho deste ano, sete doações para o banco de ossos. Com esse número de doadores, o hospital pode beneficiar até 245 pacientes (cada doador pode beneficiar até 35 pessoas, de acordo com alguns especialistas).

             De acordo com informações obtidas junto a assessoria de imprensa, cerca de 600 pessoas estão na fila do hospital, que realiza as cirurgias de transplante ósseo sem custo algum para o paciente uma vez que é financiada com o dinheiro do Sistema Único de Saúde. Aliás, o Into possui o único banco de ossos do país 100% gratuito – os outros bancos cobram a armazenagem do osso, segundo informações.

             Para tentar acabar com a fila dessas 600 pessoas seria necessário o triplo desse patamar já alcançado. Por isso, eu, Larissa Jansen, em 2007 lancei – junto ao Programa de Acessibilidade do Senado Federal, por meio da III Semana de Valorização da Pessoa com Deficiência, o livro “Diário de um transplante ósseo – na real, dois”, em parceria com o Into. Esta primeira edição do livro não tem custo algum, nem mesmo de frete, e para ser adquirido precisa-se enviar e-mail ao endereço: lalajansen@yahoo.com.br.

             Mais de 4.700 livros já foram distribuídos ao Brasil e exterior, em países como Venezuela e Estados Unidos da América. No próximo ano, a expectativa é que a segunda edição esteja disponível nas principais livrarias do País, já nos primeiros meses. Com isso, o que eu espero é que aquela parceria de 2007, junto ao Senado Federal e ao Instituto Nacional de Traumatologia e Ortopedia (Into), arrebanhe mais doações, e, assim, mais brasileiros possam voltar a andar, a parar com as dores, a VIVER.

             Iniciei o ano com a expectativa de chegarmos a 30 doações neste ano. Com o apoio da imprensa, achei mesmo que seria possível, principalmente após matérias em jornais como Estado de São Paulo e Bom dia Brasil (Globo), e Revista Seleções. Mas, infelizmente, hoje sonho com 15… Se chegarmos a 20 serei a brasileira mais feliz.

             Por isso, peço: me ajude a divulgar – transplante de ossos existe e salva vidas. Doe ossos. Doe qualidade de vida. Doe ao Into principalmente se você mora no Rio de Janeiro. É a possibilidade de ajudar mais pessoas carentes e com casos complexos. O telefone do Into é (21) 3512-4999. Peça o ramal do Banco de Ossos e Tecidos. O endereço do Into é Rua Washington Luis, 61 Centro – Cep 20230-024 – Rio de Janeiro.

 Confira abaixo, com dados do Into, como doar e a quebra de mitos e tabus:

Fonte desta retranca: www.into.saude.gov.br

Banco de Tecidos Músculos Esqueléticos (Banco de Ossos) do Into 

No Rio de Janeiro, o Into é a única instituição pública que realiza o trabalho de captação e processamento. Atualmente, existem aproximadamente 700 pessoas aguardando por cirurgias de transplante ósseo. No Instituto, são realizadas, em média, quatro cirurgias por mês com transplante ósseo. A baixa produção é devido ao número reduzido de doações recebidas pela instituição. Foram apenas 11 doações em 2007, 10 em 2008 e quatro em 2009, até o mês de abril.

O maior empecilho à doação é a idéia de que o corpo não terá sua aparência preservada nas cerimônias de funeral. Entretanto, a legislação regulamentadora da atividade de transplante no Brasil determina a recomposição do cadáver após a retirada dos ossos e tecidos. As regiões envolvidas são reconstruídas e as cavidades são preenchidas com material sintético. Em nenhuma hipótese, são retirados ossos da face do doador.

Como funciona o procedimento da doação de ossos

A cirurgia para retirada do material só poderá ser efetuada mediante autorização de parente próximo ou representante legal do doador. A Central Estadual de Transplantes realiza exames no doador à procura de indícios de doenças transmitidas pelo sangue, como hepatite, aids ou malária, que podem infectar o receptor. A família do doador responde a um questionário clínico sobre o histórico de saúde.

O doador poderá ser excluído se apresentar doenças como câncer, doenças infecciosas ou o uso recente e prolongado de corticóide (substância usada em tratamentos de doenças inflamatórias reumáticas, renais e neurológicas), entre outras causas.Após as investigações, a Central entra em contato com o banco de ossos. A equipe do Into vai ao local com todo o material necessário para a captação do tecido.

Durante a retirada e o posterior processamento do tecido no Banco, são realizadas uma série de testes que comprovam a qualidade do material retirado. São feitos exames bacteriológicos, fúngicos, radiográficos e histopatológicos para minimizar os riscos para a saúde do receptor.

Os ossos e tecidos, então, terminadas todas as etapas, ficam disponíveis para, quando houver necessidade, os médicos credenciados no Sistema Nacional de Transplantes entrem em contato, solicitando o material para cirurgias.

Fonte desta retranca: Into – http://www.into.saude.gov.br