Transplante Osseo na Real

Um diario sobre o tema

Um novo tempo que começou…

Quero começar meu post desta semana por uma denúncia.

 

Transporte especial – Brasil afora há pessoas e veículos equipados para transportar pessoas com deficiência e cuidadores. Problema: cobram uma verdadeira fortuna para cada trajeto. Em Brasília, por exemplo, cobram 50 reais por traslado, seja qual for o percurso. E quem pode pagar 100 reais para ir e vir trabalhar, por dia, por exemplo?

Já no Rio de Janeiro soube que uma cooperativa de taxistas traz carro adaptado para cadeirante e não cobra a mais por isto. Como devo operar o joelho agora em janeiro, texto e informo por aqui, se é real… Cadê a legislação sobre isso, senhor ministro/a? Cadê a Convenção da Organização das Nações Unidas (ONU) sobre os direitos das pessoas com deficiência? Ainda nesta semana estou entrando com denúncia no Ministério Público Federal. O Brasil ratificou – assinou embaixo – da convenção e cadê a real, como diz o meu livro?

Há três anos lancei o Diário de um transplante ósseo – na real, dois”, hoje às vendas em www.livrariacultura.com.br. Mas pouco mudou… Voltei a ser cadeirante e continuo a ver abuso de poder da iniciativa privada, e mau uso do Poder Público…. E luto, mais e mais, pelo Sistema Único de Saúde e pela nossa inserção. Transplante e direitos humanos já! Não vou me calar!

Senhor ministro/a, a pensar, não é mesmo…

Petiscos

Nesta terça-feira, dia 14, enquanto o departamento jurídico do ministério da Saúde encerrava os debates sobre judicialização da saúde – que haviam começado na semana anterior – a assessoria de imprensa divulgava que “mortes por doença crônica caem 17% no Brasil”. Levando-se em conta que a artrite é uma doença crônica, e que o risco cardiovascular é intenso nesse tipo de doença, tanto pelos casos sistêmicos quanto pelos medicamentos utilizados para controle da doença, isso é muito bom. Mostra que o Brasil consegue, enfim, começar a estabelecer uma política pública de controle da mortalidade.

Os dados integram o Saúde Brasil 2009, publicação anual da Secretaria de Vigilância em Saúde. Neste ano, os temas relacionam-se aos objetivos do desenvolvimento do milênio, os quais, em 2010, as Nações Unidas (ONU) recomendavam que os países-membros incluíssem as doenças crônicas não transmissíveis entre as prioridades a serem discutidas em 2011.

Ministério – A novela do novo ministro da saúde continua. Quem sabe nesta segunda-feira, dia 20 de dezembro, enfim, a presidente eleita divulga o nome do novo ministro que, agora, dize-se será o ministro atual das Relações Institucionais, Alexandre Padilha, médico sanitarista com perfil político. Na contra-ponta, o outro possível nome seria Sérgio Côrtes, atual secretário de saúde do Rio, médico ortopedista especialista em quadril. No alvo, nós, os pacientes, que perdemos tempo com a politicagem enquanto já deveria está se formando a base dessa importante e desafiadora pasta no Governo Dilma, uma vez que a Saúde figura entre os piores itens avaliados pela população no Governo Lula, segundo noticiado pela imprensa. Que vença o melhor!

Dengue – Vale lembrar que nesse período de chuvas o risco de contrair a dengue, pela proliferação do mosquito Aedes Aegipty, aumenta. Para nós, reumáticos e em uso de medicamentos imunomoduladores o risco de complicações também cresce. Vale usar repelente constantemente. E evitar áreas de risco. Em www.saude.gov.br há um mapa com as áreas de risco.

Na última semana foi o dia pela visão. Pessoas com reumatismo têm risco mais acentuado de contrair glaucoma, ter problemas no fundo de olho e outras doenças na vista. Por isso, procure um oftalmologista a cada seis meses.

Por Larissa Jansen

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1 Comentário»

  Malu wrote @

Acho ótimo que vc Lalá coloque em pauta essas questões de acessibilidade, pois, a lei existe, mas cumprir que é bom, nada neh?
Eu percebo e fico revoltada a cada lugar que passo e não vejo guias rebaixadas, lojas sem acessibilidade, sem contar a questão de transporte.
Aqui na minha cidade, só esse ano, a estação de trem foi modificada, agora temos elevadores e escadas rolante. Temos alguns ônibus para deficientes, mas pasme: nem todos os cobradores sabem manejar o controle da rampa dos ônibus! Ou seja, é difícil e constrangedor quando uma pessoa deficiente, mobilidade reduzida ou cadeirante precisa desses transportes, pq os passageiros correm para a porta, o cobrador fica nervoso quando não consegue ativar o controle da rampa…Seria cômico se não fosse trágico!
Uma vez, meu pé ficou preso quando o cobrador tentou acionar pra rampa descer!
Agora taxi, adaptado aqui na minha cidade, não temos…Em suma aqui e em muitas cidades faltam muitas coisas que a lei da acessibilidade seja colocada em prática.
SE eu fosse falar sobre isso, sairia um livro! rsrs
Com tudo isso, eu quero dizer pra vc continuar com essa luta, pq somos muitos e além disso, somos cidadãos, contribuintes e temos uma lei a nosso favor que deve ser cumprida e respeitada!

Bj e parabens pela luta.


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