Transplante Osseo na Real

Um diario sobre o tema

O SUS e o Brasil por trás dos números

Criado na década de 80, o Sistema Único de Saúde do Brasil tem servido de exemplo, mundo afora, sobre gerenciamento do Estado na área.

Com todas as críticas que já temos conhecimento pela imprensa e por especialistas, e mesmo com os problemas da falta de gerenciamento do servidor público que trabalha com o paciente, como um dos pilares da ineficiência do cumprimento da garantia constitucional à saúde, o SUS, para mim, é um filho belo.

Uma criança, mas uma criança que tem tudo para se tornar um adolescente criativo, inovador, e que leve qualidade de vida aos brasileiros.

Nesta semana, o Sistema foi alvo de mais algumas críticas, com a publicação da Pesquisa Médico-Sanitária 2009 pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, na última sexta-feira. Um dos itens mais criticados é que cresceu o número de leitos na rede privada mas, na pública, diminuiu.

Isso me faz pensar: é bom ou ruim? Os números em si dizem alguma coisa? E a imprensa, diz a verdade nua e crua?

Infelizmente nem uma coisa nem outra. Nem a imprensa diz a verdade nua e crua, porque o papel da imprensa é recortar um fragmento da realidade, via reportagem, e reportar a cada um de nós, que devemos formar nossa opinião.

Mas os números em si também não dizem absolutamente nada.

Por exemplo, podem ter reduzido o número de leitos na rede pública porque passaram a existir as Unidades de Pronto-Atendimento, em 2007, onde a internação é quase zero… Não tenho a resposta, mas penso sobre isto. Vejam que esse raciocínio pode ser seguido pelo fato de que, para o IBGE, “praticamente todos os equipamentos hospitalares tiveram aumento, apesar de ainda haver diferenças regionais.”

Em 2008, internações na rede particular superaram em duas vezes as da rede pública, diz uma “retranca” da pesquisa do IBGE. Mas as internações, para a rede particular, geram renda aos hospitais, e pesquisas mostram isso. É daí uma das concepções de criação de um plano de saúde: muitos pagam mas nem todos usam, mas quando usam, as guias, assinadas muitas vezes antes dos procedimentos, cobram, e na dor, nem percebemos, por algo que não fizemos… Para o SUS, que é financiando com o dinheiro da União municipal, estadual e federal, a internação gera ônus financeiro aos cofres públicos.

Ou seja, caro leitor, cara leitora, nós temos que pensar. O que está por trás dos números?

Vale conferir o panorama da saúde pública segundo o ministério da Saúde e o IBGE. Clique AQUI.

Petiscos

Terça-feira, dia 23.11, é a data nacional de Combate ao Câncer Infato-Juvenil. Na página do Instituto do Câncer, do Brasil, você confere alguns números da doença e dos pacientes no País. Há programação educativa e cultural Brasil afora. Um exemplo é a programação do http://www.dncci.org.br.

Na quarta-feira, dia 24, a Associação Brasiliense de Pacientes Reumáticos (Abrapar) realiza a palestra Fibromialgia, com a médica Sandra Maria Andrade O. e Silva. Gratuita e aberta ao público, às 14h30, em Brasília, na 712/912 – Clube Previ. O local é acessível para cadeirantes e muletantes. Informações pelo telefone 61 3425-2662.

Nesta semana o ministério da Saúde lançou a campanha de combate à dengue no País, que este ano traz a necessidade de se buscar, mais efusivamente, uma parceria entre a sociedade civil e o Estado. De acordo com a assessoria do ministro José Gomes Temporão, o resultado parcial da pesquisa mostra 15 municípios com risco de surto (11 no Nordeste, três no Norte e um no Sudeste) e 123 em situação de alerta. Clique http://www.saude.gov.br e confira a campanha.

Doação de órgãos e tecidos: Neste momento, 600 pessoas esperam um doador de ossos pelo Sistema Único de Saúde no Rio de Janeiro. Cerca de 30 pessoas podem se beneficiar com cada doação. Doe ossos. Doe qualidade de Vida.

Transplante Ósseo na Real: para discutir esse tema da doação de ossos, e a artrite, eu escrevi o Diário de um transplante ósseo – na real, dois. Para comprar, clique http://www.livrariacultura.com.br e procure por Larissa Jansen ou pelo título do livro. Trinta porcento da verba arrecada irá para a Abrapar – Associação Brasiliense de Pacientes Reumáticos.

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1 Comentário»

  Ministério wrote @

Olá, blogueiro (a),
Salvar vidas por meio da palavra. Isso é possível.
Participe da Campanha Nacional de Doação de Órgãos. Divulgue a importância do ato de doar. Para ser doador de órgãos, basta conversar com sua família e deixar clara a sua vontade. Não é preciso deixar nada por escrito, em nenhum documento.
Acesse http://www.doevida.com.br e saiba mais.
Para obter material de divulgação, entre em contato com comunicacao@saude.gov.br
Atenciosamente,
Ministério da Saúde
Siga-nos no Twitter: http://www.twitter.com/minsaude


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