Transplante Osseo na Real

Um diario sobre o tema

Cariocas passam a contar com programa de transplantes

Fonte: www.saude.rj.gov.br

A Secretaria de Estado de Saúde e Defesa Civil (Sesdec) lançou nesta segunda-feira o Programa Estadual de Transplantes (PET), que prevê a adoção de uma série de medidas que têm como objetivo aumentar o número de transplantes de órgãos no Rio de Janeiro. A inclusão de cinco hospitais privados na rede transplantadora do Sistema Único de Saúde (SUS), a instituição de uma remuneração suplementar para profissionais que realizem procedimentos de captação e implante de órgãos e o lançamento de novos canais de comunicação são algumas das estratégias adotadas pelo novo programa para que o Rio de Janeiro salte, em 2010, de uma média de 4,4 doadores por milhão de habitantes para a marca de 10 doadores por milhão.

– Em três anos e três meses de gestão nós enfrentamos uma série de desafios na saúde pública do Estado. Todos sabem o quanto avançamos e o lançamento desse programa mostra que vamos avançar ainda mais. Este é um governo de entregas, de medidas que dão dignidade ao cidadão. Eu não tenho dúvida que um governo que lançou as Unidades de Pronto-Atendimento 24 Horas (UPAs) e melhorou a rede de imagem e de exames laboratoriais do Estado têm força para mudar o cenário dos transplantes -, disse o governador Sérgio Cabral.

Um dos destaques do PET é a inclusão de parceiros privados no sistema público. A partir de hoje, a rede de hospitais transplantadores do SUS passa a contar com a parceria de cinco hospitais particulares credenciados pelo Sistema Nacional de Transplantes (SNT). São eles: o Quinta D´Or, o Barra D´Or, o Hospital Adventista Silvestre, o Hospital de Clínicas de Niterói (HCN) e o São Vicente de Paula.

– Nós temos um lema que é o seguinte: não importa qual é o parceiro, nós medimos a qualidade da parceria através da satisfação das necessidades da população. Por razões de ordem histórica, o Rio de Janeiro tinha, até hoje, um racha. Hospitais públicos atendiam usuários públicos, enquanto que as unidades particulares beneficiavam somente aqueles que podiam pagar pelo serviço. São Paulo já mostrou que a inclusão de hospitais filantrópicos na rede dá ótimos resultados. Não queremos reinventar a roda. Isso é o que estamos fazendo aqui -, afirmou o secretário de Estado de Saúde e Defesa Civil, Sérgio Côrtes.

As filas de espera por fígado e rins são as que apresentam maior número de pessoas esperando, por isso a entrada dos hospitais parceiros vai ajudar a reforçar a estrutura de suporte a essa área. O Hospital Quinta D´Or irá realizar transplantes de rins e fígado, enquanto que o HCN e o São Vicente de Paula oferecerão somente rins. Já o Adventista Silvestre, que realiza transplantes de coração e córnea, passará a oferecer, além desses dois, transplantes de rim e fígado. O Barra D´Or fará transplantes de coração.

– As medidas têm o apoio do Ministério da Saúde. O desenvolvimento do Rio de Janeiro é fundamental para o fortalecimento da política nacional de transplantes de órgãos e tecidos -, disse a coordenadora do SNT e representante do MS, Rosana Nothen.

Aumento de doações – Outra medida prevista pelo PET é a remuneração, por parte do Estado, dos procedimentos de captação e implante de órgãos. Hoje, no Rio de Janeiro, os servidores públicos recebem a mesma remuneração, independentemente do número de procedimentos que realizem. Para incentivar e valorizar esses profissionais, a Sesdec pagará um valor igual ao pago pela União por cada procedimento realizado, dobrando o montante recebido.

– O objetivo do incentivo financeiro é estimular o profissional a realizar mais procedimentos. Com isso, damos mais um passo em direção à nossa meta, que é ampliar o total de transplantes realizado no Estado – comentou o coordenador da Central de Transplantes, Eduardo Rocha, que ressaltou ainda que a Central colocou em prática uma estratégia para aumentar o número de doadores.

Trata-se da implementação das Comissões Intra-Hospitalares de Doação de Órgãos e Tecidos para Transplantes (Cihdotts), criadas pela Espanha, país que mais realiza transplantes no mundo. Formadas por médicos, enfermeiros, assistentes sociais e psicólogos, essas equipes têm a missão de percorrerem diariamente unidades críticas dos hospitais onde estão alocadas, identificando potenciais doadores de órgãos e tecidos. O estado conta, desde o dia 15 de março, com quatro Cihdotts modelo nos quatro principais centros de trauma da rede estadual hospitalar: Getúlio Vargas, Adão Pereira Nunes, Azevedo Lima e Alberto Torres.

– Antes, as comissões trabalhavam na Central de Transplantes e agora ficam nos hospitais, onde estão em contato direto com os médicos que cuidam dos possíveis doadores e os familiares destes pacientes. Os resultados já surgiram. Se antes da implantação a média era de uma doação a cada sete dias, hoje temos um cenário onde é realizada uma doação a cada três dias -, explicou Eduardo Rocha.

Outras medidas – Durante o lançamento do programa, foi apresentado o projeto da nova sede da Central de Transplantes, que será transferida do Iaserj, na Praça da Cruz Vermelha, para a Leopoldina, junto à Coordenação Geral de Defesa Civil. As obras de construção da unidade, que tem estrutura idêntica a das UPAs, começaram hoje e devem ser concluídas em dois meses. Além de funcionar como centro administrativo, no projeto está reservado um espaço para que órgãos captados sejam armazenados enquanto a busca pelo receptor é realizada.

Na área de transplantes de córneas, a inauguração de dois bancos de olhos prometem mudar o cenário do Rio de Janeiro, que hoje é o penúltimo no ranking nacional. Os bancos funcionarão no Instituto Nacional de Traumatologia e Ortopedia (Into) e no Hospital Municipal São João Batista, em Volta Redonda, este último com inauguração prevista para 4 de maio.

Finalmente, está em fase de licitação o projeto executivo de criação de um hospital estadual especializado em transplantes de rim e fígado. A unidade funcionará em Niterói, no prédio do antigo Hospital Santa Mônica.

Novos canais de comunicação – Outra novidade que deve contribuir para aumentar o número de doações é o funcionamento, a partir da próxima semana, do Disque-Transplantes, através do número 155. O novo telefone, de fácil memorização, permitirá que a população tire dúvidas e os profissionais da saúde façam as notificações de casos de morte encefálica mais facilmente. Hoje, o número da Central de Transplantes é o 0800 2857557.

Em breve, a Central de Transplantes contará também com um site próprio www.transplante.rj.gov.br que também pode ser acessado pelo www.transplante.rj.com.br e deve entrar no ar na primeira semana de maio. Além disso, foram confeccionadas cartilhas que serão distribuídas para a população em hospitais estaduais, também com o objetivo de tirar dúvidas sobre o assunto.

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