Transplante Osseo na Real

Um diario sobre o tema

Campanha de Doação de Órgãos e Tecidos lançada no Rio de Janeiro

Divulgação

 

 

 

 

 

 

Fonte: www.saude.rj.gov.br

28.09.2009

O Ministério da Saúde lançou a Campanha Nacional de Incentivo à Doação de Órgãos e Tecidos – 2009, nas areias da Praia de Ipanema, neste domingo (28). Partidas de futebol de areia chamaram a atenção das pessoas para a importância de informar seus familiares sobre a opção de ser um doador. A competição envolveu ex-jogadores do Vasco da Gama e do Flamengo, profissionais do Ministério da Saúde e pacientes transplantados do Hospital Geral do Bonsucesso (HGB).

O foco da campanha deste ano estará na importância de comunicar os familiares sobre a decisão de se tornar um doador. Com o slogan “A vida é feita de conversas. Basta uma para salvar vidas”, a nova campanha de doação de órgãos começa a ser veiculada nas televisões e rádios de todo o Brasil. Haverá também mobiliário urbano com a mensagem espalhados pelo país.

Os dados mais recentes do Ministério da Saúde mostram que o número de transplantes de órgãos realizados em todo o país, com doador falecido, subiu 24,3% no primeiro semestre de 2009 em comparação com o mesmo período de 2008. Entre janeiro e junho de 2009, foram feitos 2.099 transplantes de órgãos. No primeiro semestre, de 2008, foram 1.688. Nesse mesmo intervalo, houve crescimento nacional da quantidade de transplantes de rim de 30,28%. O transplante de fígado aumentou 23,17%.

Já no Estado do Rio de Janeiro, desde o ano passado, a Secretaria de Estado de Saúde e Defesa Civil (Sesdec) vem atuando no sentido de ampliar o número de transplantes realizados. Uma destas ações foi a aquisição de uma van para transporte da equipe da Central Estadual de Transplantes responsável por ajudar na abordagem da família do possível doador. Outra medida foi a capacitação de 15 Comissões Intra-hospitalares de Doação de Órgãos e Tecidos para Transplante (Cihdott). O último treinamento ocorreu no mês passado, em Angra dos Reis. O modelo do treinamento adotado é o espanhol, País que obtém os melhores dados do mundo tanto em doação quanto em transplante. Vale ressaltar que a legislação brasileira prevê o funcionamento dessas comissões em todos os hospitais com mais de 80 leitos.

– O número total de transplantes realizados no primeiro semestre deste ano no Estado do Rio de Janeiro foi praticamente o mesmo registrado em igual período de 2008, quando ocorreram 166 transplantes, entre tecidos e órgãos. Já no mês de julho, o total de procedimentos subiu de 12, em 2008, para 25 este ano – compara o secretário.
Além da capacitação das comissões, que são responsáveis por abordar a família do possível doador e acompanhar o processo de estabilização hemodinâmica do paciente, para evitar que o coração pare, estão sendo organizados também cursos voltados para médicos intensivistas. O próximo será realizado para médicos responsáveis por Centros de Terapia Intensiva (CTI) de hospitais que apresentam maior potencial de notificação e doação – por possuírem serviço de neurocirurgia de emergência. O objetivo é treinar esses profissionais para dar o diagnóstico de morte encefálica e manter o doador. A Secretaria também investiu para tornar mais transparente a gestão da fila de espera por um órgão, recadastrando essas pessoas.
– As listas diminuíram em pelo menos 50%, pois existiam muitos óbitos não informados, pessoas que perderam a condição de transplante ou que fizeram transplantes intervivos e que continuavam inscritos – explica Sergio Côrtes.
Com o recadastramento, a Sesdec colocou à disposição dos pacientes que aguardam transplante um sistema na internet, em que é possível acompanhar sua posição na fila. A transparência do processo aumentou a segurança e o controle desses pacientes, permitindo que acompanhem o andamento da fila e que estejam aptos a receber o transplante, mantendo os exames necessários em dia. Para se ter uma idéia, foram recadastradas 361 pessoas aguardando por uma cirurgia de fígado contra as 1100 que constavam na fila no início do processo.

Para tornar mais ágil o processo de doação e transplante, a Sesdec também firmou convênio com um laboratório de sorologia que realiza os procedimentos necessários em, aproximadamente, cinco horas e presta atendimento 24 horas.  Esses exames são fundamentais para minimizar o risco de transmissão de infecções do doador para o receptor do órgão.

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