Transplante Osseo na Real

Um diario sobre o tema

Doação de ossos: Into já recebeu mais de 7 doações neste ano

A expectativa da criadora da campanha informativa sobre doação de ossos é alcançar mais de 15 doações neste ano

  

            O Instituto Nacional de Traumatologia e Ortopedia (Into), com sede no Rio de Janeiro, já recebeu, até julho deste ano, sete doações para o banco de ossos. Com esse número de doadores, o hospital pode beneficiar até 245 pacientes (cada doador pode beneficiar até 35 pessoas, de acordo com alguns especialistas).

             De acordo com informações obtidas junto a assessoria de imprensa, cerca de 600 pessoas estão na fila do hospital, que realiza as cirurgias de transplante ósseo sem custo algum para o paciente uma vez que é financiada com o dinheiro do Sistema Único de Saúde. Aliás, o Into possui o único banco de ossos do país 100% gratuito – os outros bancos cobram a armazenagem do osso, segundo informações.

             Para tentar acabar com a fila dessas 600 pessoas seria necessário o triplo desse patamar já alcançado. Por isso, eu, Larissa Jansen, em 2007 lancei – junto ao Programa de Acessibilidade do Senado Federal, por meio da III Semana de Valorização da Pessoa com Deficiência, o livro “Diário de um transplante ósseo – na real, dois”, em parceria com o Into. Esta primeira edição do livro não tem custo algum, nem mesmo de frete, e para ser adquirido precisa-se enviar e-mail ao endereço: lalajansen@yahoo.com.br.

             Mais de 4.700 livros já foram distribuídos ao Brasil e exterior, em países como Venezuela e Estados Unidos da América. No próximo ano, a expectativa é que a segunda edição esteja disponível nas principais livrarias do País, já nos primeiros meses. Com isso, o que eu espero é que aquela parceria de 2007, junto ao Senado Federal e ao Instituto Nacional de Traumatologia e Ortopedia (Into), arrebanhe mais doações, e, assim, mais brasileiros possam voltar a andar, a parar com as dores, a VIVER.

             Iniciei o ano com a expectativa de chegarmos a 30 doações neste ano. Com o apoio da imprensa, achei mesmo que seria possível, principalmente após matérias em jornais como Estado de São Paulo e Bom dia Brasil (Globo), e Revista Seleções. Mas, infelizmente, hoje sonho com 15… Se chegarmos a 20 serei a brasileira mais feliz.

             Por isso, peço: me ajude a divulgar – transplante de ossos existe e salva vidas. Doe ossos. Doe qualidade de vida. Doe ao Into principalmente se você mora no Rio de Janeiro. É a possibilidade de ajudar mais pessoas carentes e com casos complexos. O telefone do Into é (21) 3512-4999. Peça o ramal do Banco de Ossos e Tecidos. O endereço do Into é Rua Washington Luis, 61 Centro – Cep 20230-024 – Rio de Janeiro.

 Confira abaixo, com dados do Into, como doar e a quebra de mitos e tabus:

Fonte desta retranca: www.into.saude.gov.br

Banco de Tecidos Músculos Esqueléticos (Banco de Ossos) do Into 

No Rio de Janeiro, o Into é a única instituição pública que realiza o trabalho de captação e processamento. Atualmente, existem aproximadamente 700 pessoas aguardando por cirurgias de transplante ósseo. No Instituto, são realizadas, em média, quatro cirurgias por mês com transplante ósseo. A baixa produção é devido ao número reduzido de doações recebidas pela instituição. Foram apenas 11 doações em 2007, 10 em 2008 e quatro em 2009, até o mês de abril.

O maior empecilho à doação é a idéia de que o corpo não terá sua aparência preservada nas cerimônias de funeral. Entretanto, a legislação regulamentadora da atividade de transplante no Brasil determina a recomposição do cadáver após a retirada dos ossos e tecidos. As regiões envolvidas são reconstruídas e as cavidades são preenchidas com material sintético. Em nenhuma hipótese, são retirados ossos da face do doador.

Como funciona o procedimento da doação de ossos

A cirurgia para retirada do material só poderá ser efetuada mediante autorização de parente próximo ou representante legal do doador. A Central Estadual de Transplantes realiza exames no doador à procura de indícios de doenças transmitidas pelo sangue, como hepatite, aids ou malária, que podem infectar o receptor. A família do doador responde a um questionário clínico sobre o histórico de saúde.

O doador poderá ser excluído se apresentar doenças como câncer, doenças infecciosas ou o uso recente e prolongado de corticóide (substância usada em tratamentos de doenças inflamatórias reumáticas, renais e neurológicas), entre outras causas.Após as investigações, a Central entra em contato com o banco de ossos. A equipe do Into vai ao local com todo o material necessário para a captação do tecido.

Durante a retirada e o posterior processamento do tecido no Banco, são realizadas uma série de testes que comprovam a qualidade do material retirado. São feitos exames bacteriológicos, fúngicos, radiográficos e histopatológicos para minimizar os riscos para a saúde do receptor.

Os ossos e tecidos, então, terminadas todas as etapas, ficam disponíveis para, quando houver necessidade, os médicos credenciados no Sistema Nacional de Transplantes entrem em contato, solicitando o material para cirurgias.

Fonte desta retranca: Into – http://www.into.saude.gov.br           

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2 Comentários»

  maricio portugal wrote @

gostaria de saber se eu poderia doar ossos da minha mae depois de morta, em dezembro vai fazer tres anos, ou para outros fins.desde ja agradeço.

  larissajansen wrote @

Oi Mauricio! Infelizmente não pode mais. Os ossos devem ser retirados em até 12h após a morte, leia-se parada cardiorespiratória. Mas divulgue nossa causa! É mmmuuiiittto importante que assim como você, mais pessoas doem os ossos. FORTE abraço e lamento sua perda.LARISSA JANSEN, a autora do Diário de Um Transplante Ósseo – na real, dois.


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