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PCD´s no trabalho: lei faz 18 anos e DF tem 2ª reunião para debater assunto

Hoje, dia 24 de julho, a Lei 8.213 de 1991 – que prevê a inclusão de pessoas com deficiência (PCD´s) e pessoas reabilitadas no mercado de trabalho – completa 18 anos. O texto determina a contratação de 2% de deficientes para empresas entre 100 e 200 funcionários, 3% para as que possuem de 201 a 500 trabalhadores, 4% para aquelas entre 501 e 1.000 empregados e 5% para estabelecimentos com mais de 1.000.

Esse assunto já foi levantado aqui.

E agora voltamos a ele:

Na próxima segunda-feira, dia 27 de julho, acontece em Brasília a segunda reunião do Fórum para Inserção da Pessoa com Deficiência e/ou Reabilitada no Mercado de Trabalho do Distrito Federal, criado em maio deste ano. Ele é fruto de parceria entre o Ministério Público da União no Distrito Federal, o Governo do Distrito Federal, Ministério do Trabalho, Delegacia do Trabalho, Ongs e pessoas com deficiência.

O encontro, que acontece às 15 horas, na faculdade IESB (SGAN 609, L2 Norte), vai debater o funcionamento dos trabalhos e outros assuntos.

De acordo com o coordenador do Fórum, Fernando Cotta, qualquer pessoa interessada pode e “deve” participar. As reuniões vão ocorrer mensalmente, mas não têm horário nem local específicos.

A idéia é inserir a pessoa com deficiência no mercado de trabalho, como explica Cotta: “O fórum é uma tentativa de otimizar trabalhos e integrar os entes verdadeiramente interessados”.

Lauda Santos é coordenadora institucional da Anapar/Abrapar, Associação Brasiliense dos Pacientes Reumáticos e Associação Nacional dos Pacientes Reumáticos. Ela é mãe de uma jovem de 20 anos que, há 7, tem artrite reumatóide. A filha de Lauda e outros dois integrantes da associação estão inseridos no mercado de trabalho.

Para ela, “Brasília e o Brasil” deveriam deixar os deficientes físicos opinarem quanto à questão de acessibilidade. “Não é chegar e colocar uma rampa sem saber das necessidades verdadeiras da pessoa com deficiência”. Lauda Santos diz que uma atividade, para muitos, simples, como ir ao cinema, pode causar problemas para um PCD. Ela conta da dificuldade que é levar a filha ao cinema: “O lugar do cadeirante é na primeira fileira. A minha filha tem artrite reumatóide, por isso, não tem mobilidade no pescoço. A pessoa não tem direito ao lazer. Tudo é muito limitado. As consequências depois desses passeios são terríveis”, explica.

Segundo Lauda, “as empresas têm até boa vontade, mas elas não estão preparadas para receber essas pessoas”. Ela cita que os problemas vão desde os recursos humanos até a estrutura física do lugar: “O relógio de ponto é numa altura que eles não alcançam, os espaços para cadeiras de rodas passar são pequenos, há escadas. A pessoa acaba passando por dificuldades e constrangimentos”.

Além disso, a coordenadora defende que as pessoas com deficiência devem adquirir uma postura mais ativa. “A primeira coisa é aceitar a doença. Eu preciso arregaçar as mangas, eu preciso viver, lutar. Eles (PCD´s) precisam querer”.

Laura Santos defende, ainda, que é necessário um trabalho educativo “dos dois lados: tanto do lado das PCD´s quanto do lado de quem não têm deficiência. Eles são olhados com diferença, mas nós é que não somos educados para isso. Nós somos deficientes pois não sabemos aceitar as diferenças”.

A coordenadora da ONG diz que, segundo dados da Secretaria de Saúde do DF, 10% das pessoas da região têm problemas reumáticos. No Brasil, a estimativa é de que 30 milhões são pacientes reumáticos.

Por Danielle Almeida

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