Transplante Osseo na Real

Um diario sobre o tema

Termina I Fórum Nacional de Tecidos Músculo Esqueléticos

O diretor do Into, Geraldo Motta, ladeando o chefe do Banco de Tecidos Músculos Esqueléticos do Into, Rafael Prinz, e a coordenadora do Sistema Nacional de Transplante, Rosana Nothen.

O diretor do Into, Geraldo Motta, ladeando o chefe do Banco de Tecidos Músculos Esqueléticos do Into, Rafael Prinz, e a coordenadora do Sistema Nacional de Transplante, Rosana Nothen.

O chefe substituto do Centro de Cirurgia do Quadril do Into, Marco Bernardo Cury, na abertura do evento.

O chefe substituto do Centro de Cirurgia do Quadril do Into, Marco Bernardo Cury, na abertura do evento.

O coordenador da Central de Transplantes de Estado do Rio de Janeiro, Sandro de Gouvêa Montezano, durante o fórum.

O coordenador da Central de Transplantes de Estado do Rio de Janeiro, Sandro de Gouvêa Montezano, durante o fórum.

A médica do Hospital Universitário de Marília, Karla Bachega.

A médica do Hospital Universitário de Marília, Karla Bachega.

A coordenadora da Agência Nacional da Vigilância Sanitária (Anvisa) Geni Neumann Nocetti de Lima Câmara.

A coordenadora da Agência Nacional da Vigilância Sanitária (Anvisa) Geni Neumann Nocetti de Lima Câmara.

Público durante o I Fórum Nacional de Tecidos Músculos Esqueléticos.

Público durante o I Fórum Nacional de Tecidos Músculos Esqueléticos.

 

Fonte deste post: www.into.saude.gov.br

Evento contou com a participação de outros cinco bancos de tecidos do país

26.05.2009

O Instituto Nacional de Traumatologia e Ortopedia (Into), órgão do Ministério da Saúde, encerrou hoje, dia 26 de junho, o I Fórum Nacional de Bancos de Tecidos Músculo Esqueléticos. O objetivo do evento foi trocar experiências e integrar as ações promovidas pelos bancos de tecidos músculos esqueléticos do País em torno das condutas e soluções, visando o aumento do número de doações e a melhor gestão de todo o processo de captação e processamento desses tecidos, que incluem ossos, meniscos, tendões e ligamentos.

Nos dois dias da programação, foram discutidas soluções nas áreas de captação de tecido, gerenciamento da fila, legislação de banco de tecido, custeio e processamento de tecido músculo esquelético. A nova legislação de transplantes – que está por sair –, a irradiação de tecido e preservação das propriedades ósseas e o uso de biomateriais como substituto nas cirurgias de transplante ósseos também foram tratadas.

O evento foi aberto pelo ex-chefe do Banco de Tecidos Músculos Esqueléticos do Into e atual chefe substituto do Centro de Cirurgia do Quadril, Marco Bernardo Cury. O especialista apresentou o início da história do setor, em 1989, e falou sobre as melhorias do Banco durante os anos.O coordenador do fórum, o chefe do Banco de Tecidos e Músculos Esqueléticos do Into, Rafael Prinz, abordou a importância da doação de ossos para os pacientes que aguardam por uma cirurgia.

 – Hoje, na fila do Into, temos portadores de tumores ósseos que necessitam de uma intervenção cirúrgica para evitar que o membro seja amputado. Há também pacientes com próteses de quadril ou de joelho, que precisam ser trocadas devido ao desgaste do material. Além de crianças portadoras de graves deformidades da coluna vertebral, que necessitam de cirurgia corretiva. Vale ressaltar que um único doador pode beneficiar entre 30 e 35 pacientes.

O diretor do Into, Geraldo Motta, enfatizou que a troca de experiência entre os profissionais envolvidos na gestão dos bancos de ossos do País pode resultar em medidas que vão contribuir para a melhoria do cenário nacional dos transplantes ósseos.

– Quando nós decidimos organizar o Fórum nossa expectativa era justamente motivar as pessoas para a discussão, para que se aumente o número de captações e, dessa forma, a gente possa favorecer o maior número de doentes, que é o objetivo final da nossa prática – comentou o diretor.

O evento contou com a participação de representantes de outros cinco bancos de tecidos credenciados pelo Ministério da Saúde: Hospital das Clínicas da Universidade Federal de Paraná (PR), Associação Hospitalar Beneficente de São Vicente de Paulo (RS), Hospital Universitário de Marília (SP), Santa Casa de Misericórdia de São Paulo (SP) e Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (SP). Além disso, membros da Vigilância Sanitária, do Sistema Nacional de Transplantes (SNT), da Câmara Técnica de Ortopedia, da Central de Transplantes do Rio de Janeiro e do Instituto de Pesquisa Energéticas e Nucleares (Ipen) também estiveram presentes.

Banco de Tecidos Músculos Esqueléticos (Banco de Ossos) do Into 

No Rio de Janeiro, o Into é a única instituição pública que realiza o trabalho de captação e processamento. Atualmente, existem aproximadamente 700 pessoas aguardando por cirurgias de transplante ósseo. No Instituto, são realizadas, em média, quatro cirurgias por mês com transplante ósseo. A baixa produção é devido ao número reduzido de doações recebidas pela instituição. Foram apenas 11 doações em 2007, 10 em 2008 e quatro em 2009, até o mês de abril.

O maior empecilho à doação é a idéia de que o corpo não terá sua aparência preservada nas cerimônias de funeral. Entretanto, a legislação regulamentadora da atividade de transplante no Brasil determina a recomposição do cadáver após a retirada dos ossos e tecidos. As regiões envolvidas são reconstruídas e as cavidades são preenchidas com material sintético. Em nenhuma hipótese, são retirados ossos da face do doador.

Como funciona o procedimento da doação de ossos

A cirurgia para retirada do material só poderá ser efetuada mediante autorização de parente próximo ou representante legal do doador. A Central Estadual de Transplantes realiza exames no doador à procura de indícios de doenças transmitidas pelo sangue, como hepatite, aids ou malária, que podem infectar o receptor. A família do doador responde a um questionário clínico sobre o histórico de saúde.

O doador poderá ser excluído se apresentar doenças como câncer, doenças infecciosas ou o uso recente e prolongado de corticóide (substância usada em tratamentos de doenças inflamatórias reumáticas, renais e neurológicas), entre outras causas.Após as investigações, a Central entra em contato com o banco de ossos. A equipe do Into vai ao local com todo o material necessário para a captação do tecido.

Durante a retirada e o posterior processamento do tecido no Banco, são realizadas uma série de testes que comprovam a qualidade do material retirado. São feitos exames bacteriológicos, fúngicos, radiográficos e histopatológicos para minimizar os riscos para a saúde do receptor.

Os ossos e tecidos, então, terminadas todas as etapas, ficam disponíveis para, quando houver necessidade, os médicos credenciados no Sistema Nacional de Transplantes entrem em contato, solicitando o material para cirurgias.

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