Transplante Osseo na Real

Um diario sobre o tema

Secretaria Estadual de Saúde do RJ discute transplante de ossos

Fonte: www.saude.rj.gov.br – Secretaria de Saúde e Defesa Civil do Estado do Rio de Janeiro

A Central de Transplantes do Rio de Janeiro, órgão da Secretaria de Estado e Defesa Civil (Sesdec), participou ontem (25/06) do 1º Fórum Nacional de Tecidos Músculo Esqueléticos realizado no Brasil. O evento, que aconteceu no Instituto Nacional de Traumatologia e Ortopedia (Into), reuniu instituições e bancos de tecidos de todo o país. Na programação do Fórum, que continua hoje, estão previstas palestras sobre soluções nas áreas de captação de tecidos, gerenciamento da fila de espera, legislação de banco de tecidos e custeio e processamento de tecido músculo esquelético. Os tecidos músculo esqueléticos incluem ossos, meniscos, tendões e ligamentos.

O papel da Central é equilibrar essa equação entre a grande quantidade de pessoas que precisam de órgãos e tecidos e o número pequeno de doações. Ainda há muito a avançar, por isso eventos como este são uma ótima oportunidade para que se discuta quais são os principais entraves para que mais doações sejam feitas -, afirmou o coordenador da Central Estadual de Transplantes, Sandro Montezano, um dos palestrantes.

Quando nós decidimos organizar o Fórum nossa expectativa era justamente motivar as pessoas para a discussão, para que se aumente o número de captações e, dessa forma, a gente possa favorecer o maior número de doentes, que é o objetivo final da nossa prática -, explicou Geraldo Motta, diretor-geral do Into.

De acordo com o coordenador da Central de Transplantes, existem alguns entraves importantes para que o número de doações seja tão baixo. Um deles é a ideia de que o corpo do doador não será preservado nas cerimônias de funeral. O receio, no entanto, não tem fundamento: a legislação que regulamenta a atividade de transplante no Brasil determina a recomposição do cadáver após a retirada dos ossos e tecidos.

É preciso que as pessoas entendam que a doação de tecidos melhora muito a qualidade de vida do receptor, não só dele, mas da sociedade, que ganha um indivíduo com os movimentos recuperados, no caso de tecidos músculo esqueléticos, ou uma pessoa que volta a enxergar, no caso das córneas, que são tecidos oculares -, afirmou Sandro.

As regiões envolvidas são reconstruídas e as cavidades são preenchidas com material sintético. Ao contrário do que se possa pensar não são retirados ossos da face do doador -, explicou o chefe do Banco de Tecidos do Into, Rafael Prinz.

Baixo número de doações – De acordo com os dados da Central, no primeiro quadrimestre de 2009, houve só quatro captações de ossos. No mesmo período foram captadas córneas de quinze doadores. Além do desconhecimento das famílias quanto ao processo, outro empecilho às doações é a subnotificação das mortes encefálica e por parada cardíaca. Segundo os palestrantes, para que essa realidade mude é importante investir na sensibilização dos profissionais da saúde, em especial mudar a cultura daqueles que trabalham nas grandes emergências, que por falta de tempo ou interesse acabam não notificando a Central. No caso dos tecidos músculo esqueléticos, um único doador pode beneficiar de 30 a 35 pessoas.

Atualmente, existem cerca de 700 pessoas aguardando por cirurgias de transplante ósseo. Dentre estes pacientes, há os portadores de tumores ósseos que necessitam desse tipo de transplante para que a cirurgia de amputação seja evitada. Outros casos são os de pacientes com próteses de quadril ou de joelho, que precisam ser trocadas devido ao desgaste do material. Na fila de espera há também crianças portadoras de graves deformidades da coluna vertebral, que necessitam de cirurgia corretiva. No Rio de Janeiro, o Into é a única instituição pública que realiza o trabalho de captação e processamento.

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