Transplante Osseo na Real

Um diario sobre o tema

Rio de Janeiro sedia debate sobre transplante de ossos

Fonte: www.into.saude.gov.br
Into realiza o I Fórum Nacional de Tecidos Músculo Esqueléticos
Fila de espera do Instituto tem cerca de 700 pessoas aguardando por cirurgias de transplantes ósseos

26.05.2009

Trocar experiências e integrar as ações promovidas pelos bancos de tecidos músculos esqueléticos do País em torno das condutas e soluções, visando o aumento do número de doações e a melhor gestão de todo o processo de captação e processamento desses tecidos, que incluem ossos, meniscos, tendões e ligamentos. Esses são os principais objetivos do I Fórum Nacional de Bancos de Tecidos Músculo Esqueléticos que o Instituto Nacional de Traumatologia e Ortopedia (Into), órgão do Ministério da Saúde, realiza nos dias 25 e 26 de junho.

Na programação estão previstas palestras sobre soluções nas áreas de captação de tecido, gerenciamento da fila, legislação de banco de tecido, custeio e processamento de tecido músculo esquelético. Será abordada também a nova legislação de transplantes – que está por sair – e a irradiação de tecido e preservação das propriedades ósseas. O uso de biomateriais como substituto nas cirurgias de transplante ósseos também será alvo de discussão.

O evento contará com a participação de representantes de outros cinco bancos de tecidos credenciados pelo Ministério da Saúde: Hospital das Clínicas da Universidade Federal de Paraná (PR), Associação Hospitalar Beneficente de São Vicente de Paulo (RS), Hospital Universitário de Marília (SP), Santa Casa de Misericórdia de São Paulo (SP) e Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (SP). Além disso, membros da Vigilância Sanitária, do Sistema Nacional de Transplantes (SNT), da Câmara Técnica de Ortopedia, da Central de Transplantes do Rio de Janeiro e do Instituto de Pesquisa Energéticas e Nucleares (Ipen) são algumas das presenças confirmadas.

Tecidos músculo esquelético – O osso é um tipo de tecido músculo esquelético em que um único doador pode beneficiar entre 30 e 35 pacientes. No Rio de Janeiro, o Into é a única instituição pública que realiza o trabalho de captação e processamento. Atualmente, existem aproximadamente 700 pessoas aguardando por cirurgias de transplante ósseo. Dentre estes pacientes, há os portadores de tumores ósseos que necessitam desse tipo de transplante para que a cirurgia de amputação seja evitada. Outros casos são os de pacientes com próteses de quadril ou de joelho, que precisam ser trocadas devido ao desgaste do material. Na fila de espera há também crianças portadoras de graves deformidades da coluna vertebral, que necessitam de cirurgia corretiva.

No Instituto, são realizadas, em média, quatro cirurgias por mês com transplante ósseo. A baixa produção é devido ao número reduzido de doações recebidas pela instituição. Foram apenas 11 doações em 2007, 10 em 2008 e quatro em 2009, até o mês de abril.

O maior empecilho à doação é a idéia de que o corpo não terá sua aparência preservada nas cerimônias de funeral. Entretanto, a legislação regulamentadora da atividade de transplante no Brasil determina a recomposição do cadáver após a retirada dos ossos e tecidos. As regiões envolvidas são reconstruídas e as cavidades são preenchidas com material sintético. Em nenhuma hipótese, são retirados ossos da face do doador.

Como funciona o procedimento da doação de ossos

A cirurgia para retirada do material só poderá ser efetuada mediante autorização de parente próximo ou representante legal do doador. A Central Estadual de Transplantes realiza exames no doador à procura de indícios de doenças transmitidas pelo sangue, como hepatite, aids ou malária, que podem infectar o receptor. A família do doador responde a um questionário clínico sobre o histórico de saúde. O doador poderá ser excluído se apresentar doenças como câncer, doenças infecciosas ou o uso recente e prolongado de corticóide (substância usada em tratamentos de doenças inflamatórias reumáticas, renais e neurológicas), entre outras causas.

Após as investigações, a Central entra em contato com o banco de ossos. A equipe do Into vai ao local com todo o material necessário para a captação do tecido. Durante a retirada e o posterior processamento do tecido no Banco, são realizadas uma série de testes que comprovam a qualidade do material retirado.. São feitos exames bacteriológicos, fúngicos, radiográficos e histopatológicos para minimizar os riscos para a saúde do receptor. Os ossos e tecidos, então, terminadas todas as etapas, ficam disponíveis para, quando houver necessidade, os médicos credenciados no Sistema Nacional de Transplantes entrem em contato, solicitando o material para cirurgias.

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